Wednesday, October 12, 2005

Os julgamentos que fazemos na vida...

Que péssimo hábito temos de julgar o Mundo à nossa volta. Julgamos este e aquele e o outro escondido lá no canto. Porque fez isto, porque fez aquilo, porque hesitou, porque não quis esperar, porque não assumiu, porque não foi verdadeiro, porque não respeitou esta ou aquela situação.

No fundo, achamo-nos senhores da nossa verdade, da nossa moral, da nossa ética. Mas julgamos os outros. É mais fácil...Se fôssemos nós faríamos desta ou daquela maneira, aquela é certa, esta é errada, aquele é um pulha, este é um calhorda. Como foi este ou aquele capaz de fazer isto ou aquilo?

Limitamo-nos a dar lições de moral a todos os que nos rodeiam. E condenamos, sem sequer os ouvir, sem saber quais foram as razões que os conduziram, sem saber as atenuantes. Aos olhos da nossa moral, sempre da nossa, censuramos todo e qualquer comportamento que foge da normalidade. E ai de quem defenda este ou aquele comportamento...Não há defesa possível, não há qualquer perdão...

Somos intransigentes. Com orgulho. Com a nossa razão. Com a segurança de quem nunca se veria nessa situação.

Até que, por mero acaso, por mera posição dos astros, tudo muda. Os figurantes mudam de papel. Os acusadores passam ao papel de acusados. E encontram todas as justificações que antes negavam aos que eram acusados. E, novamente senhores da sua moral, sentem-se justos, correctos e éticos. Tanto quanto se sentiam enquanto acusadores.

Os julgamentos ganham uma lógica completamente diferente. As leis mudam, as penas para a acusação deixam de ter qualquer significado. E a moral...? Desaparece como que se tratasse de um mero passe de mágica. Como se tudo se transformasse ao sabor do que os nossos olhos vêem, do que a nossa Alma sente, do que a nossa vida nos traz.

Será que o ser humano terá de ser eternamente egocêntrico? E toda a sua moral, ética e comportamento são classificados apenas de acordo com um padrão definido conforme as próprias e pessoais circunstâncias?

Não tenho qualquer resposta a estas perguntas. Há muito que tenho o hábito de não julgar ninguém...

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