Monday, August 08, 2005

Máscaras...

Eu tenho um problema...São imensos os temas que passam pela minha cabeça e que não os passo ao papel – neste caso ao computador. Chego quase a escrevê-los parágrafo por parágrafo mas, não sei se feliz ou infelizmente, nunca os concretizo.

Depois de ter lido o excelente texto do meu amigo Alberto Mates, senti-me na obrigação de me deslocar ao armário cerebral onde guardo os meus textos, e retirar de lá o texto agora empoeirado que tantas vezes pensei em escrever. No fundo abordo a mesma questão, utilizando apenas palavras diferentes, talvez mais subtis, ou até hipócritas se preferirmos.

Gostava de escrever sobre máscaras. O que são máscaras? Caraças que colocamos sobrepostas na nossa cara e que nos dão outra aparência. Disfarces que nos permitem circular irreconhecíveis nos nossos meios. Maquilhagens utilizadas para escondermos o que nos vai no fundo da Alma. Tantos tipos de máscaras...Umas visíveis, outras invisíveis. Umas externas, outras internas. Umas que usamos conscientemente, outras que usamos independentemente da nossa própria vontade.

Quantas não foram as vezes em que me entretive a pensar que máscaras circulam à minha (nossa) volta. Quantas vezes me perguntei quem se esconde atrás dessas máscaras. Quantas vezes quis revelar os segredos que essas máscaras escondem, deixando vir ao de cima o meu espírito curioso e sedento de revelações.

Só que muitas das máscaras não caem, estão presas, coladas às nossas faces de tal maneira que já nem sabemos qual é o nosso verdadeiro rosto. Habituámo-nos a elas, fazem parte do nosso dia a dia, convencemo-nos que estas fazem parte de nós, julgamos que sem elas já não sabemos viver. E talvez já não o saibamos.

E vamos mudando de máscara ao longo das horas, dos dias, dos meses, dos anos que nos passam em cima. E, por muito que queiramos mudar, que queiramos assumir o nosso rosto, o nosso íntimo, a verdade, damos por nós a escolher outra máscara que simule tudo aquilo que nós não somos capazes de viver.

Quando se cruzarem com outras pessoas, com conhecidos, com amigos - próximos ou distantes - com a vossa família, olhem bem fundo nos olhos uns dos outros. Talvez acabem por descobrir que algures existe uma máscara que não se consegue apagar.

Eu uso máscaras. E vocês?

P.S. - Meu querido Amigo e distinto Mates, graças a Deus que nem todos escrevem sobre as mesmas coisas e têm as mesmas opiniões senão não discutiríamos. E pode também dar graças de não discutir consigo próprio como algumas pessoas...

3 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Sr. Mates,
Certamente que o shô Zé (o Carioca) não está a por no mesmo saco as hipocrisias e as mascaras, até porque na minha modesta opinião, uma pessoa pode perfeitamente usar mascaras sem ser hipocrita (como uma auto-defesa) e também pode ser hipócrita sem ter de as usar, pois já o é naturalmente.

3:39 PM  
Blogger Poeta Aprendiz said...

Caro Mates,

Ó Pá, este texto, pá, já o queria escrever, pá, há muito tempo, pá. E agora, pá, achei que faria sentido, pá. Estás porreiro, pá?

6:53 AM  
Anonymous Anonymous said...

Zé Carioca??? És tu ou o Otelo Saraiva de Carvalho meteu-se no teu corpo??? Vai di reto!!!!

Nós

6:58 AM  

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