Monday, September 27, 2004

Do que sinto falta...

Peço desde já desculpa a todos quantos lêem este Blogue (devem ser uns três) na expectativa de encontrar algo interessante e que lhes ilumine a mente, pelo Post que irei escrever.

Há pouco falava eu com dois membros deste Grupo e saiu-me um expontâneo: Sinto a vossa falta. Talvez tenha sido um desabafo, talvez tenha sido um aceno a lembrar que ainda existo, que estou longe mas existo, numa tentativa de afastar o medo de ser esquecido, o medo de me tornar ninguém (ou quem?) aos seus olhos. Seja como for...saiu-me. E fui honesto (nem sempre sou...). Mas ficou algo por dizer. Ficou algo por confessar. Ficou algo por revelar.

Assim, surgiu-me esta ideia para o Post. Será talvez intimista. Provavelmente algo lamechas. Mas também pode ser visto como uma homenagem que faço aos Amigos que Amo e que tanta falta me fazem.

SINTO A VOSSA FALTA...Sinto falta das conversas idiotas que tinha diariamente com o meu Amigo Zé Olivas, mesmo quando as mesmas se resumiam a Blah, Blah, Blah, Blah, dizendo-me muito mais que outras cabeças pseudo-pensantes me tentam impingir com palavras mais caras. Sinto falta do nosso espírito de união. Sinto falta de jogar Consola e irritar toda a gente com a minha veia ganhadora. Sinto falta de rir convosco e ao vosso lado de tudo e mais alguma coisa, mas principalmente de nós mesmos (acho mesmo que esse é um dos nossos maiores feitos : rir de nós próprios). Sinto falta dos jogos de Catan e das discussões inerentes. Sinto falta das regras que o Marco inventa. Sinto falta da Operação Triunfo e das suas maiores fãs. Sinto falta das comezainas aqui e ali. Sinto falta da má língua e do desprezo a que vetamos "os outros". Sinto falta dos jogos em Alvalade. Sinto falta dos jogos do Campinho. Sinto falta dos jogos de Futebol na TV. Sinto falta da vossa companhia...SINTO A VOSSA FALTA...

Não sinto falta da vossa amizade e do vosso carinho. Felizmente tenho tido várias oportunidades de o comprovar e de o sentir. Quando precisei, quando não precisei...E mesmo naqueles casos em que os meus amigos, por esta ou por aquela razão, não demonstram ou não apregoam essa amizade, sei bem que eles estão lá e que, por isso mesmo, eu os tenho aqui. Felizmente...

Este meu novo Mundo é agradável, a vida aqui é porventura mais fácil, o clima mais quente, as pessoas mais afáveis, o trabalho menos intenso, a minha casa maior. Podia ser tudo perfeito.

Mas...SINTO A VOSSA FALTA...

Thursday, September 16, 2004

Reencontro com a escrita

Bem..... Chegou a minha hora...... Não!!!!! Não pensem que me vou desta para melhor (não se vêem tão depressa livres de mim), simplesmente chegou a hora de.... me pôr à escrita!!
Depois de ponderada (e muito), eis que tomo a resoluta decisão de me envolver com o papel...neste caso, com o teclado.
Chego perto do computador, arregaço as mangas, ponho as mãos em cma das teclas, acendo o meu cigarro e ..... estou pronto!!!
Nota-se um ligeiro nervoso na minha pessoa, motivado talvez pelo grande exílio que a escrita fez comigo.... Parecemos estranhos.... Parecemos dois ex-colegas de liceu que não se vêem faz anos e cujo diálogo tarda em fluir: "Então tás bem??? O que estás fazer??? Ainda namoras com a.... (reticências exigidas pelo facto de efectivamente se ter esquecido o nome da......). Ou seja... conversa trivial!!
Eis o que se passa entre mim e a escrita.... Há muito que não nos vemos... Fômo-nos distanciando, sem saber muito bem porquê; até que essa distância, de tão grande que era, nos tornou em dois completos estranhos.
Pois bem.... O destino fez com que nos voltássemos a encontrar......
E vou em frente!!!
Aliás,.... estou à frente!!! Estou à frente do computador e ainda não escrevi nada!!! Pior ainda; nem sequer escolhi o título!!! Mas sobre que diabo escreverei???
Já sei!! Vou fazer uma prelecção política sobre o desenvolvimento do neoliberalismo VS o estado Previdência!!! Não... não me pareceu um bom título... seria desinteressante, ninguém o leria, não sou sequer dotado de tamanha sabedoria política, de modo a fazer uma dissertação sobre tão complexo tema!! Escolho outro!!!
Mas o quê??? Futebol, Fraude fiscal, Protestadores, Música, Política.... bem são temas tão batidos e debatidos que seria só mais um que palrava ao vento.....
Tentaremos outros!!!! Esperem...... Esperem... o objectivo máximo do ser humano na terra "O Amor"..... Vou falar de amor.... Sim eu posso falar de amor..... e amo, sou amado, desejo e sou desejado, no fundo é um assunto que me espreita todos os dias.... mas... que diabo de arrogância a minha.... estando eu tão distânciado da escrtita, sendo eu um dos que mais a trivilaizam nestes dias, como poderia almejar escrever sobre "O Amor".... Nem penses.... Que tolice!!!
Mas afinal de que vou eu falar???? Não sei mesmo o que escrever!!!!
Olha..... Bem,... posso não saber o que escerver, mas agora reparo que efectivamente já escrevi algumas linhas!!! O mais engraçado é que ainda não tinha reparado!!! esperem.... vou subir uns parágrafos e ler o que escrevi............
Já cá estou de novo. Já acabei a leitura!! O que notei??? Notei que efectivamente havia muito de mim neste pequeno escrito!!! Nem imaginam como me reencontro nas pequenas linhas que escrevi. Não imaginam o quanto de mim consegui misturar com as letras!!! Parece que o escrito e eu somos um só, ou pelo menos um é um pouco do outro, e o outro é tanto de um!!!
É isso!!! Efectivamente é isso.... A escrita somos nós... quando escrevemos estamos a deixar um pouco da nossa alma, num pedaço de papael, cujo meio de transporte é uma afiada pena, ou uma tecla de um computador!!!
É isso... Cheguei à conclusão que afinal, não é tão difícil assim escrever. É, sem dúvida, um acto de coragem, pois temos de nos capacitar que vamos transferir um pouco de nós, tal qual se doássemos um rim!!!
Mas não pensem que o temo!! Posso perder um pouco de mim, mas certo que esse pedaço do meu Eu,(do verdadeiro eu, pois aqui não há disfarces nem influências, sou só eu e o texto) vai certamente transformar alguém que o leia, levar-me de boca em boca, livro em livro, recado a recado e isto eternamente num ciclo sem fim.... não seremos afinal todos um pouco uns dos outros...... Possivelmente sim, mas deixemos este tema para uma outra oportunidade, pois não me posso deixar ultrapasar pela excitação da escrita reencontrada, e escrever tudo de uma só vez!!!!!!!!!!

Monday, September 13, 2004

Uns protestam...outros fazem...

Gostaria de fazer um protesto! Contra aqueles que protestam.

Pode parecer uma incongruência assim à primeira vista, mas apenas me queixo daqueles que se queixam sem fazer nada. Por isso recuso-me a fazer seja o que for. Queixo-me e pronto.

Olho à volta e nem sequer vejo os cartazes de protesto. Porque há quem queira apenas protestar porque lhe apetece. Porque está para aí virado. Mas nada de agir. Nem sequer uns cartazezinhos com umas letras garrafais a protestar. Nada de perder tempo. Isso talvez lhe ocupasse o tempo precioso que essa pessoa necessita para protestar.

Abaixo os políticos. Morte à Polícia. Odeio a repressão. Gritos de ordem que nem sequer são gritados. Surgem assim como uma actuação de um actor que nem sequer isso foi capaz de fazer: representar. Talvez esses protestos sejam a última cena do último acto da peça que é a sua vida. Talvez quando os protestos se acabem não sobre mais do que um homem resignado à vida que não escolheu.

Os protestos são assim a última réstia de ligação com a sua própria vontade. Vontade de não fazer nada senão protestar. Vontade de se insurgir contra tudo e contra todos. Mas sem fazer a vontade de ninguém, nem aquilo que aqueles protestam fariam: protestar veementemente. Os seus protestos não são mais do que o último suspiro daquele que não soube verdadeiramente protestar.

ABAIXO OS PROTESTOS!!!!

Saturday, September 11, 2004

Os seios femininos. Esse mistério...

Hoje acordei com um pensamento algo estranho (ou não...).

Acordei a pensar nos seios femininos e na sua misteriosa importância na vida dos humanos do sexo masculino. Todos os homens, nos quais eu me incluo têm, ou penso eu que têm e se calhar apenas eu é que sou um depravado, um fascínio e uma atracção pelos seios femininos. Uns gostam deles grandes e volumosos, outros gostam deles pequenos e hirtos. Uns gostam de os acariciar, outros de os morder, outros de mamar neles e outros...bem, esses outros nem refiro...

O facto é que os homens têm uma certa inclinação para essa parte do corpo feminino. A pergunta que me incomodava, porque não sabia a resposta, era o porquê? Porque raio os homens são atraídos por umas protuberâncias que crescem, nalguns casos mais do que outros, nos peitos das mulheres.

Os psicólogos e psiquiatras tentarão, obviamente, associar esse impulso à relação que todos nós mantivemos com as nossas Mães enquanto estas nos alimentavam através dos seus peitos. Tem uma certa lógica. Mas e aqueles que, por acaso ou destino, não mamaram em pequenos e beberam o leite através de biberons? Será que estes não terão esse apetite tão aceso? E as mulheres? Não mamaram em pequenas? Não faria sentido que também elas ficassem atraídas pelos próprios seios e pelos das suas amigas? Será que ficam?

Os artistas, ou pelo menos aqueles que têm uma costela artística, talvez encontrem a resposta na estética que está associada aos seios femininos. Realmente, um peito bem formado, ligeiramente arredondado, orgulhoso de si, empinado, é uma bela peça de arte. Mas também aqui encontro algumas incongruências. Então porque só os homens têm o instinto sexual para os peitos? As mulheres não deveriam ter a mesma capacidade de apreciar o que é belo? E também não estou a ver um homem, por muito que goste de um quadro ou escultura, divertir-se em poucas vergonhas com essas peças como faria com um seio feminino.

Os sexólogos responderão que este instinto é inato nos membros masculinos da Raça Humana e que esta é uma forma que estes encontram de atingir a excitação sexual que provoca a erecção e que esse facto permitirá a cópula. Nunca gostei destes teóricos que transformam tudo em factos científicos e que estragam todo o romantismo que já nos começa a faltar...

Enquanto escrevia este texto e tentava encontrar uma resposta à pergunta que me acordou, cheguei à conclusão que há coisas na vida acerca das quais a resposta ou a causa não é o mais importante. Ou seja, mais importante do que saber porque é que os homens apreciam os seios é, sem qualquer dúvida, saber apreciá-los.

Que bonito fica um peito num decote, convidando o nosso olhar e os restantes sentidos a descobrir ou imaginar a parte escondida. Que suave sensação a de termos um peito nu encostado ao nosso corpo. Que conforto voltarmos à nossa infância e reaprendermos a mamar.

Os peitos femininos têm sido alvo da atenção masculina durante anos e anos. E têm sido interpretados de formas diferentes consoante as modas que são ditadas.

Como eu gosto muito de peitos femininos, queria aproveitar esta ocasião para agradecer a todas as mulheres, com peitos grandes, pequenos, bicudos, arredondados, cheios, vazios, que amamentam crianças ou adultos pela sua contribuição para uma melhor humanidade.

E, principalmente, a todas aquelas que, ao mostrarem-me os seus peitos, perimitiram que eu tivesse uma opinião formada sobre eles.

Thursday, September 09, 2004

Os medos...

Hoje falámos de medos...Medo de voar, medo de querer aterrar estando no ar, medo de perder o controle, medo de não nos sabermos descontrolar, até medo de ter medo. E afinal o que é o medo?

Será o medo um inibidor na nossa vida? Impedindo-nos de avançar, uma vez que ficamos estarrecidos e estáticos por causa de um medo qualquer? Ou será que o medo, pelo lado oposto, é um motor que nos leva a superarmo-nos, que nos leva a vencer obstáculos, que nos traz um caminho melhor onde vencemos alguns medos para nos depararmos com outros?

Acho que a resposta não existe. Ou seja, existe uma resposta para cada pessoa. Cada pessoa tem os seus medos e cada pessoa tem uma forma de os enfrentar, ainda que seja esperar que estes passem ou fugir deles.

Eu tenho medos. Acho que o meu maior medo é perder as pessoas que Amo, muito embora se eu for honesto comigo mesmo e com todos os que me lerem chegarei à triste conclusão que o meu medo é que as pessoas que eu Amo me percam. Ao assumir como medo a hipótese de perder aqueles que me rodeiam e a quem eu prezo acima de tudo, não estarei eu aterrorizado com a mera sugestão de que, ao ficar "sozinho" no Mundo, não serei nada mais do que um palco vazio, sem estrelas, sem actores e, pior do que tudo...sem público?

Isso não me tornaria um homem comum? Será que o meu maior medo é ser um homem comum? Será que eu sou um homem comum? Se eu for? Perderei todas as razões para ter medo de o ser porque já o sou.

Parece-me que antes de identificar os meus medos (ou os vossos se experimentarem fazer o exercício) tenho de identificar quem sou, não vá cair no erro de ter medo de ser algo que já sou. Será que tenho medo de ser eu?

Mas se eu sou o que sou e não o consigo mudar (ou acho que não, já nem sei...) porque diabo terei de ter medo de o ser? Aceito-me como sou? Ou esforço-me para mudar? Agora deixar que esse medo me atormente a vida e me impeça de lutar pelo que eu sou ou pelo que eu desejo ser, isso acho inaceitável.

Mas voltando ao tema inicial da conversa, será o medo um inibidor ou um impulsionador?Impedir-me-á de seguir em frente ou ajudar-me-á descobrir um caminho que seja melhor?

A escolha está à minha frente e eu, valente e corajoso, tenho de a enfrentar. Tenho de optar sem medos nem hesitações por um caminho, seja ele qual for.

Mas tenho tanto medo de errar...

Thursday, September 02, 2004

Liberalizem as drogas leves...

Que raio...

Aqui são 1.59 da manhã. Aí serão quase 6.

Não tenho sono, não consigo dormir.

Estou aqui feito parvo a olhar para um ecran à espera que, ou me dê o sono que me permita descansar, ou me surja alguma inspiração que traga algo interessante para partilhar convosco.

Nada...Absolutamente nada...

Sei bem o que me curaria, daí o título deste texto. Se ao menos vos tivesse aqui, municiados de algumas dessas substâncias injustamente proibidas. Não me daria sono (ou pelo menos não imediatamente), provavelmente não me daria grande inspiração. Mas, mais importante do que tudo isso, estar-me-ia nas tintas para o sono, para a inspiração e para tudo o que pudesse me apoquentar. E daí? Não estaria mais feliz e menos preocupado? Não que esteja triste e angustiado, entenda-se...

Alguns puritanos e teóricos um pouco mais palermas argumentariam que esse estado de espírito abstraído da realidade é uma ilusão, é uma fantasia, nociva à regras de conduta desta estúpida sociedade. E eu, que nem sequer lhes responderia na vida real, digo-lhes agora virtualmente: e a televisão? E os programas que entram pela vida das pessoas e fazem com que estas vivam as vidas dos outros? E as revistas pseudo-Vip's? Não deixam as pessoas a sonhar viagens que nunca farão, a navegar em lanchas que nunca terão, a usar roupas em que nunca caberão (caberão, não cabrão...)? E os Ginásios que criam a ilusão que todos nós nos tornamos modelos fenomenais? E as dietas? E as seivas? E as marcas de roupa? E os carros descapotáveis? E os telemóveis com câmara digital para que as pessoas se ponham a tentar ver Tv num ecranzinho minúsculo? Não viveremos nós numa sociedade estupidamente ilusória???

E é ver umas mulheres (ou homens que este Blogue não é machista) feias como o breu, fazerem dietas, beberem seiva como se de alguns seres alienígenas se tratassem, depois vão ao ginásio e comem fibras que parecem aparas de madeira, compram roupas caríssimas, ou pior vão às Feiras e compram roupa a aparentar caríssima, saiem à noite (estupidamente entenda-se) em lugares cheios de mulheres verdadeiramente bonitas, como se aquilo se contagiasse. Depois de todo este dispêndio de energia, tempo e dinheiro, o que sobrou? Nada...Continuam feias como o breu. Mas com a ilusão que ficaram mais bonitas.

Ora Bolas. Ao menos com um cacetinho ou dois (que me sai bastante menos caro) rio-me de nada, divirto-me com tudo, muitas vezes retiro dessas experiâncias histórias interessantes e originais que poderei partilhar com os amigos. E não me preocuparei se estou mais ou menos bonito. Simplesmente não estou nem interessado nessa parte (essa sim ilusória) da vida.

Agora digam-me lá os puritanos deste Mundo (que nunca lerão o que escrevo) se eu tenho ou não razão.

Digo-vos uma coisa. Infelizmente que não tenho nada para fumar porque se tivesse e fumasse dizia-vos agora: não me interessa a vossa opinião. E, acima de tudo, não me preocuparia por não ter sono e nunca me surgir a inspiração.

E daí?